domingo, 18 de maio de 2014

18/05/2014

                                           


A  verdade é o grito de todos, mas o jogo de poucos.

GEORGE BERKELEY: Irlanda - Reino Unido, à época ( 1695-1753). Filósofo, Teólogo, Matemático, Sociólogo. Filósofo Idealista Irlandês, Ministro da Igreja Anglicana em Londres e grande Teólogo da Igreja Inglesa, constituindo , com  John Locke e David Hume , o trio inglês para compor os maiores expoentes do iluminismo europeu.
 
Sua Filosofia  é considerada espiritualista e imaterialista. Afirma que os fundamentos da Matemática não podem ser compreendidos, assim como não podemos compreender os fundamentos da Fé . Comparadas, pois,  essas ideias, pelos fundamentos, se acreditamos na Matemática sem os  compreendermos , maiores razões existem para  acreditarmos nas verdades da Fé , mesmo sem entendermos seus fundamentos.
 
Nega a existência da matéria independente da substância pensante e contesta os argumentos do ateísmo, que têm a matéria independente em si mesma como seu principal dogma: 
 
             "O que está em xeque não é a negação do mundo exterior, mas sim o conceito fundamental, desde Descartes, de uma ideia de matéria como constituinte de tudo o que é e que fosse diferente da substância pensante. Para fugir do subjetivismo individualista (pois tudo que existe somente existiria para a mente individual de cada indivíduo), Berkeley postula a existência de uma mente cósmica que seria universal e superior à mente dos homens individuais. Deus é essa mente e tudo o mais seria percebido por Ele (de modo que a existência do mundo exterior à mente individual e subjetiva do homem, estaria garantida). In http://pt.wikipedia.org/wiki/George_Berkeley
 
 Entende que a característica da essência do "ser" é justamente "ser percebido" e se não houver uma mente para percebê-lo e interpretá-lo, ele não existe. Por exemplo, se existe um odor, mas não existe uma mente para percebê-lo e interpretá-lo, ele não existe. Em resumo, a matéria é, para ele, uma extensão da mente - via de consequência, se  não existe a mente, ela não tem existência  independente de sua interpretação e, dessa forma, está jogada por terra o principal argumento do ateísmo, que é a existência da matéria, independente da interpretação . Assim, mesmo que se alegue que determinada matéria existe sem que o ser humano exista, ela somente "é", isto é, tem existência, porque há a "mente cósmica", universal, de Deus, da qual é uma extensão.
 
As sensações são, para ele, as formas de Deus se comunicar com o homem através da Natureza.
 
Obras mais importantes :"Ensaio Para Uma  Nova Teoria da Visão"; "Tratado Sobre Os Princípios do Conhecimento Humano"; "O Questionador" ( obra sobre questões econômicas e sociais); "O Analista" ( obra em que faz uma crítica sobre o cálculo integral e diferencial de Newton).

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