sábado, 15 de fevereiro de 2014

15/02/2014
                                    

A  primeira sensação que experimento ao encontrar-me na presença de uma criatura humana, por humilde que seja a sua condição, é da igualdade originária da espécie. Uma vez dominado por esta ideia, preocupa-me muito mais do que ser-lhe útil ou agradável, o não ofender nem ao de leve a sua dignidade.


CHARLES DE TOCQUEVILLE : França ( 1805-1859). Historiador, Homem de Letras, Sociólogo da Democracia Moderna, Historiador do "Antigo Regime", Defensor da Democracia e da Liberdade. Seu nome : Alexis-Charles-Henri Clérel, Visconde de Tocqueville. Pertencia a uma tradicional família de nobres normandos, que participaram ativamente da organização do Estado Francês a partir do século XI, onde seus ancestrais lutaram e se destacaram na célebre  na batalha de Hastings, que colocou fim à dinastia anglo-saxônica na Inglaterra. Seus pais, os Condes de Tocqueville, foram presos durante a Revolução Francesa e escaparam  da guilhotina por causa da morte de  Robespierre, após a qual foram soltos e se refugiaram na Inglaterra, tendo retornado à França no Primeiro Império (entre 1804-1815) onde o pai se tornou "Pair de France", sob o regime da "Restauração", tendo nascido Charles nesse período (1805).
 
Em 1831 fez uma viagem aos Estados Unidos da América para fazer um estudo sobre o sistema prisional daquele país e ali ficou por nove  meses , viajando por todo o seu território, estudando e fazendo notas sobre o seu sistema econômico e político, que, à época, era único no Mundo. Ao retornar, fez um relatório ao governo francês  em 1835, e publicou seu famoso livro "Da Democracia da América", que se tornou um clássico da Sociologia.
 
Como político, Tocqueville foi várias vezes membro eleito da Câmara dos Deputados e participou do governo de Luís Bonaparte na Segunda República, na qualidade de Ministro dos Negócios Exteriores.  Foi ainda participante  de uma profunda revisão na Constituição Francesa e, a partir de 1850, retirou-se para suas propriedades, onde se dedicou inteiramente aos seus estudos. Foi acometido de uma tuberculose, sem cura à época, moléstia da qual veio a falecer em 1859.
 
Algumas de suas principais obras, ainda estudadas atualmente, além "Da Democracia da América", traduzida para o português:  "Du Système Pénitentiaire aux États-Unis et de Son Application en France": "De la Démocratie"; "L'Ancien Régime et la Révolution"
 






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