quarta-feira, 18 de setembro de 2013

18/09/2013
                                                    

Meditações
 Livro II
14. Mesmo que vivesses três mil anos, ou até trinta mil, lembra-te que a única vida que  um homem pode perder é aquela que está a viver no momento; e mais, que ele não pode ter qualquer outra vida a não ser aquela que ele perde. Isto significa que uma vida mais longa ou mais curta vão dar ao mesmo. Porque o minuto que passa é o bem igual de todos os homens, mas o que já passou  não é nosso. A nossa perda, portanto, limita-se àquele  momento fugaz, uma vez que ninguém pode perder o que já passou, nem o que está ainda para vir - porque como é que ele pode ser despojado daquilo que não tem? Assim, duas coisas temos de ter em atenção. Primeiro, que todos os ciclos da criação, desde o princípio do tempo, têm o mesmo padrão recorrente, de modo que não importa que o mesmo espetáculo se observe durante cem anos ou durante duzentos ou para sempre. Segundo, que quando aqueles de nós que vivem mais, e os  que vivem menos, morrem, as suas perdas são perfeitamente iguais. Porque a única coisa de que o homem pode ser despojado é o presente, uma vez que isso é tudo o que ele possui, e ninguém pode perder o que não é seu.
 
 Livro XII
 5. Se a luz da candeia alumia e conserva o brilho até que a apaguem, hão de apagar-se antes da hora a verdade, a justiça e a temperança em ti?
 
17. Se não convém, não faças; se não é verdade, não digas. Que a iniciativa seja tua.

 Marco Aurélio : Italiano (121 d.C. - 180 d. C.) Nascido  Marcus Annius Catilius Severus, pelo casamento adquiriu o nome Marcus Annius Verus e, quando se tornou Imperador de Roma, passou a chamar-se Caesar Marcus Aurelius Antoninus Augustus  (em português Cesar Marco Aurélio Antonino Augusto) e é  conhecido apenas como Marco Aurélio. Imperador romano a partir de 161 até sua morte, Filósofo, Guerreiro .  É considerado um dos cinco melhores imperadores da Antiga Roma, tendo enfrentado a invasão dos Pardos e dos Germanos. Como Filósofo, filiou-se ao Estoicismo (*).
 
Sua grande obra escrita foram as "Meditações", até hoje muito lida. Dela tiramos  3 parágrafos de trechos diversos, e a apresentamos acima  para  destacar  a variedade de seus pensamentos. Recomendo sua leitura, por muito bem escrita com pensamentos profundos e de muita atualidade.
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(*) Estoicismo - O estoicismo (do grego Στωικισμός) é uma escola de filosofia helenística fundada em Atenas por Zenão de Cítio no início do século III a.C. Os estoicos ensinavam que as emoções destrutivas resultam de erros de julgamento, e que um sábio, ou pessoa com "perfeição moral e intelectual", não sofreria dessas emoções.1 O estoicismo afirma que todo o universo é corpóreo e governado por um Logos divino (noção que os estoicos tomam de Heráclito    e desenvolvem). A alma está identificada com este princípio divino como parte de um todo ao qual pertence. Este logos (ou razão universal) ordena todas as coisas: tudo surge a partir dele e de acordo com ele, graças a ele o mundo é um kosmos (termo grego que significa "harmonia").  http://pt.wikipedia.org/wiki/Estoicismo

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