domingo, 6 de outubro de 2013


05/10/2013   


A primavera é a estação dos risos.

CASIMIRO DE ABREU :  Brasileiro (1829-1860).  Poeta. Seu nome completo era  José Marques de Abreu. Natural da área agrícola do Estado do Rio de Janeiro, seu pai era fazendeiro e para essa profissão encaminhou o filho, na cidade onde nasceu,  São João da Barra, hoje um distrito da que  leva o seu nome : Casimiro de Abreu. Sua educação formal ,  no Brasil,  abrangeu  apenas a instrução primária, completando-a em Literatura, em Portugal . Viveu pouco, tendo falecido em razão de tuberculose e suas obras foram apreciadas apenas após sua morte, tanto no Brasil quanto em Portugal . Possuía  um estilo que retratava sua personalidade : espontâneo, ingênuo e de linguagem simples, que atinge pessoas de várias  etapas do conhecimento humano, cultivava o lirismo. Os temas principais de seus poemas eram o amor e a saudade. Em 1853 foi Para Portugal com o pai, onde   continuou os estudos e passou a frequentar os meios intelectuais, ali escrevendo vários poemas, fazendo  ênfase a sua "brasilidade". Na volta,  passou  a  frequentar os literatos brasileiros, tornando-se amigo de Machado de Assis.  À época foi chamado para participar da recém-criada Academia Brasileira de Letras, de cuja cadeira nº. 6 é Patrono. É considerado um dos poetas mais populares do Romantismo   Brasileiro,   e sua obra tem um forte sentimento nativista ,  cuja primeira experiência  se deu em Portugal.

Poesias mais famosas : É pequena sua obra literária, pois morreu aos 21 anos de idade. Dentre as mais famosas poesias, encontramos   "Meus Oito Anos" e a "Canção do Exílio" . Nesta última coloca  versos premonitórios : "Se eu tenho de morrer na flor dos anos" ... "Quero morrer cercado de perfumes/ Dum clima tropical". É dele também a poesia a seguir :
 
                                   (A uma menina)

                                 Simpatia - é o sentimento
                                 Que nasce num só momento,
                                 Sincero, no coração;
                                 São dois olhares acesos
                                 Bem juntos, unidos, presos
                                 Numa mágica atração.

                                Simpatia - são dois galhos
                                Banhados de bons orvalhos
                                Nas mangueiras do jardim;
                                Bem longe às vezes nascidos,
                                Mas que se juntam crescidos
                                E que se abraçam por fim.

                                São duas almas bem gêmeas
                                Que riem no mesmo riso,
                                Que choram nos mesmos ais;
                                São vozes de dois amantes,
                                Duas liras semelhantes,
                                Ou dois poemas iguais.

                                Simpatia - meu anjinho,
                                É o canto do passarinho,
                                É o doce aroma da flor;
                                São nuvens dum céu d'Agosto,
                                É o que m'inspira teu rosto...
                                - Simpatia - é - quase amor!

                                            Casimiro de Abreu


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