terça-feira, 1 de outubro de 2013


 
1º./10/2013

                                      

Não há nada de tão belo como aproximarmo-nos da Divindade e espalhar os seus raios pela raça humana.

LUDWIG VAN BEETHOVEN  : Alemão (1780-1822).  Compositor e Pianista. Teve a infelicidade de, aos 26 anos, começar um processo de surdez de ambos os ouvidos, o qual se desenvolveu até tirar-lhe a capacidade de ouvir.  Mesmo surdo, continuou a compor  obras-primas e a reger  orquestras durante a apresentação de suas músicas.
Foi  seu avô, regente da Capela Arquiepiscopal na corte da cidade de  Colônia,  na atual  Alemanha, quem o iniciou no aprendizado da música, a partir de seus 5 anos. Apesar de não ter tido um aprofundamento muito grande nesses estudos, sua sobrenatural capacidade musical  era evidente. Com apenas 8 anos de idade foi confiado ao maior mestre  de cravo de Colônia, Cristian Gottlob Neefe, de quem recebeu uma formação musical sistemática e o conhecimento  dos grandes mestres alemães da música. Em uma carta publicada em 1780, afirmou que  o seu discípulo, de dez anos, dominava todo o repertório de Johann Sebastian Bach, e  o apresentava  como um segundo Mozart. Compôs suas primeiras  peças aos 11 anos e  seus progressos foram tão grandes que, aos 14 anos, em 1784, já era  organista-assistente da  Capela Eleitoral e, logo depois, tornou-se violoncelista na orquestra da Corte e Professor. Ao mesmo tempo, assumiu a manutenção e chefia de sua família, dado que  seu pai  ficou muito doente (em virtude de alcoolismo), do que veio a falecer.

Suas obras: Foram inúmeras  obras- primas, maravilhas da música (dentre sinfonias, concertos, danças, sonatas, missas e uma  ópera,  "Fidélio" e outros gêneros clássicos). Nos últimos 10 anos de sua vida, talvez em razão da sua surdez completa, suas obras passaram a ter uma coloração abstrata. É desse período abstrato  a Sinfonia nº 9 em Ré Menor, Op. 125, de 1822-1824, quando a surdez já o dominava completamente,  considerada para muitas pessoas a sua maior obra-prima. Nela é inserido, pela  primeira vez, um coral em uma sinfonia. Trata-se  de  um poema musical, e o texto  cantado pelo coral  foi uma adaptação, por ele próprio,   do poema de Friedrich Schiller, "Ode à Alegria", especificamente o seguinte trecho:
                    Alegria bebem todos os seres
                                No seio da Natureza:
                                Todos os bons, todos os maus,
                                Seguem seu rastro de rosas.
                                Ela nos deu beijos e vinho e
                                Um amigo leal até à morte;
                                Deu força para a vida aos mais humildes
                                E ao querubim que se ergue diante de Deus! (*)


Para ouvir as 9 sinfonias de Beethoven, acesse o link:  
http://www.cdscompletos.org/instrumental/orquestra-filarmonica-de-berlim-as-9-sinfonias-de-beethoven/
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(*) O historiador Paul Johnson afirma : "Existia uma nova fé e Beethoven era o seu profeta. Não foi por acidente  que, aproximadamente na mesma época, as novas casas de espetáculo recebiam fachadas parecidas com as dos templos, exaltando assim o status moral e cultural da sinfonia e da música de câmara." 
    

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